Desde o início das enchentes que atingiram a região, a Secretaria Municipal de Saúde de Iguape mobilizou profissionais para garantir assistência à população afetada, tanto nas áreas diretamente impactadas quanto nos abrigos organizados posteriormente. Os bairros e localidades mais atingidos foram priorizados, e o trabalho vem sendo organizado de acordo com as condições de cada território, considerando também as dificuldades de acesso provocadas pela própria enchente.
A atuação direta das Equipes de Saúde da Família (ESFs) e dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) tem sido fundamental nesse processo. Os profissionais mantêm contato com as famílias, identificam demandas e acompanham a continuidade dos serviços, inclusive em locais onde o deslocamento precisa ser feito por via fluvial.
O bairro do Jairê foi um dos primeiros a receber o acompanhamento das equipes, seguido pelas áreas do ESF Itimirim I e do Peroupava, uma das regiões mais atingidas. No local, a própria ACS da área teve a casa ilhada pela enchente, mas permaneceu em contato com os moradores por mensagens de celular, encaminhando atualizações diárias aos grupos de plantão.
Nas localidades mais afetadas, os profissionais seguem realizando visitas, acompanhando as famílias e verificando as principais demandas. Entre as necessidades identificadas estão medicamentos, fraldas geriátricas e insumos de enfermagem, que vêm sendo entregues conforme as solicitações, além do acompanhamento de pacientes que necessitam de cuidados específicos.
As comunidades rurais de difícil acesso, incluindo o Bairro das Areias e a Vila dos Parentes, também vêm recebendo assistência. Para chegar a esses locais, a Secretaria de Saúde conta com o apoio da Defesa Civil, da Polícia Ambiental e da Secretaria Municipal de Assistência Social, especialmente nos pontos em que o deslocamento por terra permanece comprometido e o acesso precisa ser feito por barco.
Nos abrigos organizados pela Prefeitura, a Secretaria de Saúde mantém uma equipe formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, Agentes Comunitários de Saúde e profissionais da coordenação. Mais de 20 atendimentos já foram realizados às pessoas desabrigadas, incluindo avaliação das condições de saúde, orientações, acolhimento e encaminhamentos. O acompanhamento permanece conforme as demandas apresentadas.
A atenção à população afetada também inclui os cuidados com a saúde mental. No bairro do Peroupava, assim como também nos abrigos, profissionais do CAPS, entre eles psicóloga e assistente social, estiveram junto às equipes que atuavam no local, oferecendo acolhimento psicológico e suporte diante dos impactos emocionais provocados pelas cheias. A assistência segue de acordo com as necessidades identificadas.
Enquanto a situação das cheias continua sendo acompanhada, a Secretaria Municipal de Saúde mantém profissionais mobilizados nos territórios e nos abrigos. O trabalho segue sendo adaptado às condições de acesso de cada localidade e às novas demandas identificadas, com continuidade da assistência às famílias afetadas.